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Smartphones ou celulares cheios de recursos?

1, maio, 2009

Celular cheio de recursos é uma coisa, smartphone é outra.

Um smartphone tem que atender a certos pré-requisitos e, para algumas tantas tarefas, pode subsituir um notebook.
Acessar email e navegar na Internet já é artigo básico. Já a edição de pequenos textos e planilhas, especialmente para (e de) emails, é tarefa mais complexa e exige uma máquina mais direcionada, ou seja, um smartphone.
(Ou não, já que a “computação na nuvem” é uma realidade acessível através da navegação pela Internet, apesar de nem sempre serem compatíveis com o navegador do seu celular. Nem mesmo com o do smartphone…)

O touchscreen é uma destas ferramentas muito importantes pois facilita enormemente tarefas normalmente exercidas pelo mouse, por exemplo. (Os Blackberrys resolveram muito bem a questão com uma “bolinha” que é um razoável substituto do touchpad. Mas a plataforma – celular e software – Blackberry é uma história um pouco diferente e extremamente “corporativa”, com ferramentas bem interessantes.)

Quaisquer que sejam as características do seu smartphone pense bem no futuro uso dele antes de sequer olhar para os equipamentos.
Feito isto procure experimentar, mexer um pouco neles, para ver se não há nada que o deixe com a pulga atrás da orelha. Depois, experimente mais um pouco. E, se possível, brinque com ele. Ponha-o no bolso, bolsa, prateleira, leve-o a orelha, enfim, faça um test drive completo. Aproveite seus amigos endinheirados ou “geeks”.
Depois disto verifique se o que você pensou sobre sua necessidade é atendido pelo equipamento da maneira como é vendido. Também se parece muito complicado ou custoso adicionar e configurar os recursos faltantes. É MUITO comum dizerem que é possível trabalhar com este ou aquele recurso mas nunca avisam que não vem instalado ou configurado.

Tenha em mente que não há garantia de compatibilidade de arquivos complexos, isto é, se tem que produzir algo no smartphone, faça da maneira mais simplificada o possível. Arquivos editados talvez percam formatação ou alguns recursos não sejam mostrados (não necessariamente se percam ao salvar).

Por fim, assim como qualquer gadget tecnológico, há um fator subjetivo mas quase tão relevante quanto os outros: o gosto. Este é impossível de argumentar contrariamente e, muitas vezes, é imbatível.

Por fim, teclados virtuais são bacanas mas se você tem dedos largos, e a tela tem menos que 4 polegadas (um iPhone tem 3,1″), desista (ou experimente bastante para ter certeza). Mas sentir o relevo das teclas é melhor e mais produtivo.

Maurício Mudrik Para sua Casa, Para sua Empresa

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