Diagnóstico e soluções em tecnologia?

Tecnologia: Conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade; (dic. Aurélio)
Diagnóstico: Do grego diagnosis, "discernimento, ação e faculdade de discernir"; (dic. Houaiss)
Solução: "Aquilo que resolve, que soluciona". (dic. Houaiss)

Equipamentos embarcados (embedded)

21, outubro, 2009

Como são equipamentos restritos em recursos e para usos em situações específicas deve-se pensar bem antes de escolhê-los.
São baratos? Não necessariamente. Mas costumam ser robustos.
A comparação normalmente feita depende dos recursos apresentados. Uma boa referência é o equipamento que uso junto aos painéis de mensagem variável (PMV) para sinalização em estradas, que fica ligado 24hs por dia, viabilizando comunicação sem fio, localização e monitoramento.
É um mini-computador, sem saída de vídeo, sem entrada para teclado ou mouse, portas de comunicação serial, USB e de rede, 256 Mb de RAM e processador de menos de 600 MHz, além de armazenamento de dados via Compact Flash (CF) de, neste caso, 1Gb. É um equipamento que custa cerca de R$ 600,00 e, quando comparado a computadores “normais”, apresenta MUITO menos recursos. Então, por que usá-los?
Alimentação de energia de 12V (baixo consumo),  não requer cooler (maior amplitude térmica), várias alternativas de Sistemas Operacionais (neste caso, um GNU/Linux customizado, totalmente direcionado à necessidade do cliente,  sem supérfluos, estável e seguro) menos partes móveis (baixa manutenção), pequeno (15cm x 15cm x 2cm com gabinete), meio de armazenamento que não é afetado por movimento (CF), conectores hotplug (em alguns modelos, PCMCIA, em mais novos, USB) e outros mais específicos, como mini-pci (encontrado em notebooks). Ainda, como citei no início do artigo, uma porta serial, que ainda é muito usada em equipamentos de monitoramento.
Então, se mais de um destes fatores é importante para o seu projeto, começe a pesquisar equipamentos deste tipo.

Maurício Mudrik Para sua Empresa

Virtualiza o que?

8, junho, 2009

Virtualização. Grosso modo, é uma forma de emular um computador dentro de outro.
As enormes vantagens são encontráveis facilmente em Wikis pelo mundo mas destaco aqui as que mais se aproximam do uso “amador”:
* É muito fácil “voltar atrás” numa instalação, sem deixar vestígios, possibilitando experiementação sem medo de estragar seu sistema corrente;
* Dá para ter várias máquinas virtuais, ficando limitado, especialmente, pela memória RAM;
* Múltiplos sistemas operacionais “rodando” numa mesma máquina, ao mesmo tempo (caso queira);
* Disponibilizar cópias exatas de um mesmo sistema (neste caso, tomar cuidado com licenças, caso seja um sistema ou haja programas pagos).

Por que aproximar este tema de nós, pobres mortais?
Pois os computadores recentes (dual, quad, xCore) têm mais potência sobrando que você imagina.
Se a instalação básica dele foi feita de maneira sensata (sem o Windows Vista, por exemplo), você provavelmente tem um carro F1 em mãos. E normalmente usa para comprar pão há duas quadras de distância…
E aquela pergunta de fácil resposta: quantas vezes por ano você formata todo seu computador, por causa de lentidão?

Referências gratuitas, para múltiplos sistemas operacionais:
VirtualBox, da SUN;
VMware Player, da VMWare;
Qemu;

Maurício Mudrik Para sua Casa, Para sua Empresa

VPN. O que é isto? E serve para mim?

8, junho, 2009

A parte fácil é traduzir este acrônimo: Virtual Private Network (Rede Privada Virtual).
Basicamente é um serviço que possibilita que, através da Internet, seu dispositivo (computador, PDA, smartphone etc) entre na rede local da empresa, como se lá estivesse fisicamente.
Para ilustrar, imagine-se fora da empresa, mandando imprimir nas impressoras locais ou acessando os arquivos de sua pasta no servidor.
Obviamente a parte da segurança é essencial e já está prevista em vários níveis, de acordo com o serviço/protocolo escolhido, ao menos para os dados trafegados.
Por que escolher este tipo de serviço?
1) Quando usar mão de obra externa, com necessidade de acesso a rede interna;
2) Quando precisar interligar empresas/filiais ou terceirizadas, com segurança e menor custo que links dedicados;
3) Quando precisar acessar outros dispositivos sob NAT (Network Address Translation – com IPs privados) ou redes com restrições de acesso.
4) Quando quiser desrespeitar algumas leis da física, eliminando espaço (distância entre seu local atual e a empresa) e diminuindo o tempo (que levaria para chegar a empresa).

Maurício Mudrik Para sua Casa, Para sua Empresa

Smartphones ou celulares cheios de recursos?

1, maio, 2009

Celular cheio de recursos é uma coisa, smartphone é outra.

Um smartphone tem que atender a certos pré-requisitos e, para algumas tantas tarefas, pode subsituir um notebook.
Acessar email e navegar na Internet já é artigo básico. Já a edição de pequenos textos e planilhas, especialmente para (e de) emails, é tarefa mais complexa e exige uma máquina mais direcionada, ou seja, um smartphone.
(Ou não, já que a “computação na nuvem” é uma realidade acessível através da navegação pela Internet, apesar de nem sempre serem compatíveis com o navegador do seu celular. Nem mesmo com o do smartphone…)

O touchscreen é uma destas ferramentas muito importantes pois facilita enormemente tarefas normalmente exercidas pelo mouse, por exemplo. (Os Blackberrys resolveram muito bem a questão com uma “bolinha” que é um razoável substituto do touchpad. Mas a plataforma – celular e software – Blackberry é uma história um pouco diferente e extremamente “corporativa”, com ferramentas bem interessantes.)

Quaisquer que sejam as características do seu smartphone pense bem no futuro uso dele antes de sequer olhar para os equipamentos.
Feito isto procure experimentar, mexer um pouco neles, para ver se não há nada que o deixe com a pulga atrás da orelha. Depois, experimente mais um pouco. E, se possível, brinque com ele. Ponha-o no bolso, bolsa, prateleira, leve-o a orelha, enfim, faça um test drive completo. Aproveite seus amigos endinheirados ou “geeks”.
Depois disto verifique se o que você pensou sobre sua necessidade é atendido pelo equipamento da maneira como é vendido. Também se parece muito complicado ou custoso adicionar e configurar os recursos faltantes. É MUITO comum dizerem que é possível trabalhar com este ou aquele recurso mas nunca avisam que não vem instalado ou configurado.

Tenha em mente que não há garantia de compatibilidade de arquivos complexos, isto é, se tem que produzir algo no smartphone, faça da maneira mais simplificada o possível. Arquivos editados talvez percam formatação ou alguns recursos não sejam mostrados (não necessariamente se percam ao salvar).

Por fim, assim como qualquer gadget tecnológico, há um fator subjetivo mas quase tão relevante quanto os outros: o gosto. Este é impossível de argumentar contrariamente e, muitas vezes, é imbatível.

Por fim, teclados virtuais são bacanas mas se você tem dedos largos, e a tela tem menos que 4 polegadas (um iPhone tem 3,1″), desista (ou experimente bastante para ter certeza). Mas sentir o relevo das teclas é melhor e mais produtivo.

Maurício Mudrik Para sua Casa, Para sua Empresa

Comprar ou alugar?

1, maio, 2009

Esta questão é muito presente em pequenos escritórios cujos trabalhos têm ritmo semelhante ao de profissionais liberais freelancers. A conta nunca é simples mas as premissas são:
1) O tempo que durará o trabalho que exigirá mais máquinas pagará o suficiente para pensar em comprá-las, ao invés de alugá-las? Há garantias em contrato? Há multa prevista em ambos os contratos? O mesmo vale para compras parceladas.
2) O aluguel dos equipamentos é assinalável como custo operacional? Computadores comprados serão parte dos ativos e têm alto grau de depreciação.
3) Há mais trabalhos “engatilhados”, que requerirão aditamento do contrato de locação? Está previsto em contrato?
4) Máquinas bem conservadas e com certos upgrades de hardware podem ser úteis por mais de 3 anos, com gastos pequenos.
5) Tente prever se há upgrades importantes de software que requerirão grandes gastos em maquinário. Normalmente os upgrades de software são feitos mais por vontade que por necessidade. Seja racional.
6) Conte com os imprevistos. Ficar sem ferramental em momentos de crise, quando há poucos trabalhos ou os que aparecem têm que ser muito negociados, é péssimo. Pior ainda se tiver que amarrar-se com um contrato de locação. Ótimo se houver computadores próprios, quando o custo deles já deve ter sido amortizado.

Maurício Mudrik Para sua Empresa

Software gratuito ou de código aberto significa “custo 0″?

28, fevereiro, 2009

Não, nem sempre.
Se o programa atende à sua necessidade, na forma original, pode ser que sim.

Dois pontos em que há custos normalmente esquecidos e que podem ser grandes:
* Treinamento;
* Baixa produtividade no período de migração;

Código aberto também não significa que o software é facilmente adaptável ou de adaptação barata a sua necessidade.
Sendo assim, procure:
* Mais de um software que pareça atender-lhe;
* Listar que linguagem(ns) de programação foi(ram) utilizada(s);
* Procurar no mercado se há alguma oferta de prestadores de serviço nesta linguagem e se há bastante opções.

Maurício Mudrik Para sua Casa, Para sua Empresa

Integração de sistemas

28, fevereiro, 2009

Um dos assuntos mais espinhosos e complicados e com maior participação de palpiteiros que tenho notícia.
Por princípio já é complicado por se tratar, normalmente, de dois sistemas de empresas diferentes e, portanto, concorrentes (quase inimigas). Mesmo que o sistema delas atenda a nichos diferentes.
Por isto uma sempre sabe o que deveria ser feito para integrar ao sistema da outra, mesmo sem conhecê-lo.
Então, qual deve ser a melhor abordagem? Obviamente, a diplomacia.
Trabalhar com pessoas é sempre complicado, pois a sua lógica, assim como a deles, possivelmente diverge.

Mas vamos as questões puramente técnicas que devem ser consideradas:
* Algum dos sistemas usa alguma base dados? É proprietário?
* Há documentação?
* Existe algum driver, serviço ou similar para “intermediar” a comunicação?
E, em casos extremos mas muito presentes e, por vezes, solucionável:
* Um dos dois (ou ambos)  é sistema fechado e/ou de empresas falidas?
* Comprar novos sistemas está fora de questão?

Maurício Mudrik Para sua Empresa

Controle de banda

6, fevereiro, 2009

É usual ouvir gerentes de TI dizerem que “agora que aumentamos nosso link para uma ‘mega-super-hiper’ velocidade não teremos mais problemas de lentidão” e, nas semanas seguintes, ouvir reclamações sobre o uso irregular e irresponsável que os usuários fazem do link, baixando música etc.
Além de custar caro, links corporativos não trazem melhora alguma sem uma política de uso. Mas sabemos também que restringir demais só traz insatisfação e um controle demasiadamente centralizado e especializado.
O controle de banda por usuário, por máquina e/ou por protocolo (tipo de serviço: email, navegação, compartilhamento de arquivos – P2P, acesso remoto etc) é uma política mais genérica e tão eficaz quanto pois organiza os fluxos de dados e aproxima a responsabilidade do uso da Internet do usuário, limitando a velocidade geral do acesso deste a um patamar máximo e indicando prioridades por protocolos, isto é, o sujeito e/ou máquina tem uma velocidade limite de x% da banda total sendo que, desta porcentagem, y% são, preferencialmente para navegação, z% para email, n% para acesso remoto e s% para o restante, parcelas que serão respeitadas quando em uso concomitante.
Desta forma é possível economizar em link e, ainda por cima, educar o usuário na utilização desta ferramenta de trabalho.

Maurício Mudrik Para sua Empresa

A escolha de um notebook

2, fevereiro, 2009

A escolha de um qualquer aparelho tecnológico é sempre um momento tenso, especialmente quando não temos muito dinheiro ou nos preocupamos como o gastamos.
Com a diminuição do preço dos notebooks a substituição dos desktops por máquinas portáteis tem sido a grande mania.

Uma coisas importante a ser lembrada (ou sabida) é que os notebooks custam mais caro que desktops. Preços iguais significam configurações diferentes. Parece óbvio para você? MUITOS não sabem disto (muitos mesmo!).

Tendo isto como ponto de partida, farei algumas perguntas (e comentários) que podem servir de referência na compra de um notebook.

1) A que se destina? Trabalho? De que gênero (Acesso remoto via texto, edição de vídeo, edição de imagens, modelagem 3D, animação etc)?
(Vídeos requerem muito espaço para armazenamento – HD -, imagens requerem muita memória – RAM -, modelagem e animação – processamento, memória, armazenamento -, acessos remotos, produção de textos e planilhas e atividades relacionadas a Internet são os que menos requerem configurações robustas.
E, a não ser que saiba controlar-se MUITO bem, NUNCA misture trabalho com lazer no notebook pois é muito fácil ficar na mão, em trânsito!)
2) O notebook será muito carregado para cima e para baixo?
(Se for, tenha em mente que a comodidade de uma tela grande traz um grande peso e cada 100g fazem diferença. Notebooks ficam MUITO pesados de repente. Lembre-se que, na melhor das hipóteses, o carregador terá que ser levado também. Normalmente o mouse também. E um – ou dois – CD/DVD-R. E um fone de ouvido. Com microfone. Etc.)
3) Os locais onde será utilizado são expostos ao sol? E terá que ser usado no colo ou apoiado no braço?
(Verifique se a tela é anti-reflexiva. E o quanto ela dobra e de que forma. Novamente, o baixo peso é fundamental.)
4) Há uso intensivo do teclado? E do mouse (ou similar)?
(Teclados pequenos são péssimos companheiros. Se estiver muito acostumado com teclado ABNT2 – Português Brasileiro, com ç – procure por notebook que o tenha. Touchpad – aquele espaço em frente ao teclado, sensível ao toque, que simula o mouse – é muito impreciso para edição de imagens, modelagens 3D e afins.)

Outras questões:
1) O notebook é muito “pelado”, para ficar leve, pequeno e barato? Veja o quanto terá que ser gasto em dinheiro e em peso adicionais alguns acessórios, caso sejam essenciais ao seu uso – CD-RW externo, mouse, webcam, microfone, fone de ouvido, espaço em HD, modem celular – e, finalmente, caso sejam todos USB, se há portas suficientes para uso concomitante de parte destes acessórios;
2) A marca é totalmente desconhecida. Há alguma assistência técnica autorizada por perto? É muito fora de mão de sua área de circulação? Existe há bastante tempo; e como autorizada desta marca? Alguns (mais de um, por favor!) conhecidos seu já tiveram alguma experiência com esta marca? Há garantia da loja e da marca? Qual a forma de atendimento e de resolução de problemas de uma e da outra?
3) Há algum tipo de seguro/suporte especial para reposição de peças? A quebra de uma tela de notebook normalmente já compensa este custo adicional.
4) Quanto mais células há na bateria maior é o tempo de uso sem necessidade de carga.
5) Por fim, um fator muito importante, é o gosto. Há quem dê muita importância à marca ou ao visual e isto sempre tem que ser levado em conta, ainda que não seja fácil colocar na planilha. Mas, se este for o seu caso, faça um esforço adicional para tentar.

E boa compra!

Maurício Mudrik Para sua Casa, Para sua Empresa